segunda-feira, 26 de setembro de 2011

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O Japão é um país de cultura única, sua história até hoje é cheia de mistérios e segredos, isso devido a seu "isolamento" de outras nações asiáticas ? a divisão por eras foi feita para facilitar o bom entendimento de sua história. No decorrer das descrições, vamos perceber que o país é marcado pelo patriotismo e vamos entender toda a curiosidade que essa cultura e história nos trazem.

** a 8000 a.C

Período "Pré-Cerâmico"

Definir com toda a certeza em que época realmente iniciou-se a civilização japonesa é muito difícil, mas os vestígios de vida no arquipélago indicam que pelo menos a 100 mil anos atrás, em uma época em que a área que corresponde ao Japão era colada ao continente asiático (prova disso foram os fósseis de mamute e de elefante naumann encontrados na parte norte do arquipélago). Os habitantes da Eurásia passaram a migrar para o leste, o povo provavelmente estava seguindo os animais, tendo em vista que, na época, a caça e a alimentação por plantas selvagens eram seus hábitos. Diferente do que muitos pensam, muitos indícios mostram que a origem do povo japonês não é chinesa. Instrumentos de pedra e fósseis humanos desse período mostram que esse povo existe desde a idade da pedra lascada, chamado também de Período Pré-cerâmico ou Período Paleolítico.
8000 a.C. a 300 a.C.
Período Jomon

Um dos maiores períodos, que durou milhares de anos. Foi nele que o arquipélago que conhecemos como Japão realmente se formou, pois com um aumento considerável da temperatura, o gelo começou a derreter e o nível do mar se elevou, mas o Japão ainda não era oficialmente um país. Naquele período, o homem continuava vivendo da caça de animais e de plantas selvagens, mas já se iniciava a produção de recipientes de barro (cerâmica jomon), o uso do arco e flecha e as primeiras tentativas de plantio. O interessante é que a extinção de algumas espécies de animais (que possuíam tamanhos muito diferentes do que conhecemos hoje) não foi causada apenas pelas mudanças climáticas, mas sim por ações humanas.
300 a.C. a 300 d.C.
Período Yayoi

O período Yayoi durou cerca de 600 anos e foi um dos períodos que trouxe mais mudanças ao arquipélago japonês. Talvez isso tenha ocorrido devido às viagens que habitantes do arquipélago fizeram para regiões de difícil acesso e, também, pela emigração de coreanos ao país, que levaram novas culturas, novos idiomas. Foram os coreanos que levaram ao Japão as técnicas do plantio do arroz e o trabalho com o metal (bronze e ferro). Influenciaram também nos recipientes de barro, ferramentas de uso cotidiano, entre outras coisas. Mas nem tudo foi benéfico, junto com tantas novidades vieram as guerras pelo poder, onde o tamanho de uma "aldeia" determinava quem era o mais forte, a diferença entre os ricos e pobres e uma certa rivalidade entre regiões. Mas muitos perguntam: por que os antigos habitantes da Coréia começaram a migrar para o Japão? E a resposta é bem simples, cerca de 2.500 anos atrás a Coréia enfrentava uma guerra e para fugir dela muitos coreanos embarcaram rumo à ilha de Kyushu e lá começaram a implantar o plantio do arroz que logo se expandiu por todas as ilhas. Com o tempo, os aldeões perceberam que o arroz poderia ser estocado por um grande período e logo o tamanho desse estoque mostrava o poder e a riqueza de cada vila. Na era Yayoi as pessoas se alimentavam do arroz cru, que era cozido no vapor ou fervido, mas essa não foi a única novidade da alimentação no arquipélago japonês, pois legumes (soja, azuki e trigo) que foram trazidos pelos chineses e a alimentação à base de carne de animais como cavalos e gado também foram incorporados à cultura japonesa.
300 d.C. a 593 d.C.
Período Yamato ou Kofun

Antes de resumir esse período, é curioso dizer que muitos dos dados dessa época foram conseguidos apenas depois que historiadores pesquisaram a história da China, isso devido à grande influência que esse país teve no Japão. No início desse período, o Japão acabou ficando dividido em varias áreas, devido ao seu relevo, cada uma delas com seus próprios costumes. Novos itens como ferramentas agrícolas e armas começaram a entrar no arquipélago através da Coréia e China, a arte de cerâmica aumentou e tornou-se mais prática e até a escrita chinesa entrou no país para fins comerciais. O budismo foi introduzido no Japão graças a esses dois paises em 538 d.C. E foi durante a invasão de cavaleiros da Mongólia (que acabaram conquistando o país) que surgiu a dinastia Yamato, por volta de 250 d.C, Jimmu Tenno se consagraria o primeiro Imperador do Japão. Com o tempo, todas as pequenas vilas estavam sendo transformadas em um único Estado. Séculos depois, com o príncipe Shotoku Taishi (Shôotoku-Tishi), o poder dos proprietários de terras (os chamados ujis) foi diminuído consideravelmente. Destaques: a unificação do Japão como nação (por volta do 3º e 4º século) e a introdução do budismo no país.

593 d.C a 710 d.C
Período Asuka
Um período meio que conturbado, mas que trouxe muitas das características visíveis até hoje no país. Em 604 d.C é criada por Shotoku, a primeira Constituição do país, com 17 artigos. Essa organização centralizada é aumentada ainda mais em 645 d.C com a reforma Taika, que entre outras coisas criava impostos que deveriam ser pagos pelos camponeses. Tais mudanças devem-se principalmente ao budismo e ao confucionismo. Esse período que durou cerca de cem anos foi marcado também por avanços na parte de arquitetura e nas áreas filosóficas. Já na parte política, as coisas eram mais complicadas, pois no período Asuka ocorreu diversos atentados à família imperial (inclusive ocorrendo mortes) e muitas brigas entre famílias de grande poder no Japão. O período Asuka marca e muito a "aceitação" e consagração do budismo no país graças ao príncipe Shotoku. O período Asuka chega ao seu fim quando no governo da Imperatriz Genmei acontece a mudança da capital, que passa a ser Heijou-kyou (Heidjôokyôo), uma província de Nara.
710 d.C a 794 d.C
Período Nara

Esse período se inicia quando a Imperatriz Genmei transfere a capital imperial japonesa para Nara, uma cidade que foi construída baseada na capital chinesa Tang, o que prova a grande influência exercida pela China e pela religião budista nessa época. Foram construídos diversos templos budistas, por todo o país. Graças a isso, o crescimento cultural na área artística foi enorme. Foi nessa época que a escrita chinesa (Kanji) foi adaptada para o japonês. A sociedade em sua maioria era agrícola e dividida em aldeias. O regime uji-kabane (grandes proprietários) entra em decadência e floresce o regime Ritsuriô (administrativo). Muitas escolas com pensamentos budistas foram estabelecidas na capital Nara e uma se destacou por ser a mais apreciada pelos imperadores, a Sutra da Luz Dourada, que definiu Buda como o ser universal. Mais uma vez o período é finalizado com uma mudança de capital, a nova capital imperial do Japão passaria a ser Heian-kyou. Destaques: mudança da capital imperial e o crescimento do poder centralizado no país.
794 d.C a 1192 d.C
Período Heian (Heiã)

Com a posse do Imperador Kammu, novamente a sede da capital imperial muda de local, dessa vez seria Heian, que significa "capital da paz e da tranqüilidade" (essa capital, hoje em dia, é a província de Kyoto); foi justamente nessa época que surgiram os saburais (que possivelmente deram origem aos samurais). Por volta de 838 d.C. o Japão cortou as relações com a China devido à desordem que enfrentava. Já no século X, o Japão se encontrava sob o comando do clã Fujiwara e avançou muito na área cultural. Graças a isso, surgiu um sistema de escrita japonês de 46 símbolos básicos conhecido como Kana. Mas enquanto passava por um grande avanço cultural, na parte da política as coisas começaram a ficar mais difíceis e, por isso, duas nobres famílias, Taira e Minamoto, passaram a auxiliar os Fujiwara a manter a ordem em seu governo, com o recrutamento de camponeses. Mas logo toda essa harmonia entre as famílias acabou e o poder falou mais alto. Durante muito tempo ocorreram batalhas pelo poder ? nesse período complicado, surgiram de fato os samurais e em duas grandes batalhas, Hogen (1156) e Heiji (1159), a família Taira venceu e assumiu o poder. Taira Kiyomori foi o primeiro samurai a ocupar o poder. A família Tara não governou bem e logo passou a ser odiada por todos; somente 20 anos depois foi derrotada e Minamoto Yoritomo assumiu o poder, encerrando assim esse período cheio de evoluções e guerras. Destaque: surgem os samurais.
1192 d.C ? 1333 d.C
Período Kamakura

Minamoto Yoritomo consagra-se o vencedor da batalha e é denominado o Xogum, pelo imperador, assim se inicia uma nova época no Japão, um período em que os samurais se consagraram no poder. Nessa época, é criado o regime militar conhecido como Xogunato (ou bakufu). A capital imperial passa a ser em Kamamura, uma vila de pescadores bem protegida, ideal para se defender de grandes conflitos. Nesse período, o governo segue como base o código de honra dos samurais e, nessa mesma época, as espadas japonesas tornam-se as melhores do mundo. Um período calmo e de relativa evolução termina quando Yoritomo morre, assim como seus filhos, pouco tempo depois. A família Hojo passa a ser o poder no Japão e o país enfrenta bons tempos, a cultura novamente evolui e as relações com a China melhoram. Em 1220, o rei da Mongólia conquista toda a China devido ao seu grande armamento. Kublai Kan, neto de Genghis Kan resolve conquistar também o Japão e em 1274 desembarca com seu exército no arquipélago. Kublai Kan é derrotado pelos samurais e ainda tem seus navios atacados por fortes furacões, em duas tentativas. Com a vitória, os samurais mais uma vez se consagram como soldados leais e importantes, mas devido à guerra, o poder imperial não teve condições de recompensar seus bravos guerreiros, o que gerou uma certa turbulência no governo; o período chega ao fim quando o Xogunato de Kamamura foi derrotado pelo imperador Godaigo, em 1333. Destaques: a importância dos samurais, o crescimento do budismo, a eleição do primeiro Xogum do Japão.

1333 d.C a 1573 d.C
Período Muromachi
Nesse período é estabelecido o Xogunato Muromachi, por Ashikaga Takauji, em Kyoto. Esse período, apesar de violento, foi marcado por grande evolução econômica e cultural, como a arquitetura, pintura, poesia, canções, a cerimônia do chá (Chanoyu), o Ikebana (arte de arranjar flores) e o teatro (Nô e Kyogen). Pela primeira vez há o contato com o Ocidente, quando uma embarcação portuguesa chega ao arquipélago trazendo as primeiras armas de fogo (mosquetes). Na parte econômica, o poder passa para as mãos dos daymiôs, que eram os senhores feudais da época. Cada governo tinha uma certa liberdade, mas sempre mantendo seu respeito para com o Xogum. Devido a isso, grandes batalhas por territórios aconteceram e a construção de castelos pelos senhores feudais foi algo muito comum durante todo o período, devido aos grandes conflitos pela conquista de terras. Kyoto foi incendiada e o declínio do Xogum se inicia. Destaques: a grande evolução cultural, a chegada do cristianismo no país graças ao jesuíta Francisco Xavier.
1573 d.C a 1603 d.C
Período Azuchi-Momoyama

Devido ao declínio do Xogunato Muromochi não houve maneira de se defender dos constantes ataques de diversos senhores feudais, que tentavam assumir o poder a todo custo, mas depois de muitas tentativas, somente Oda Nobunaga, um importante general, conseguiu finalmente conquistar o poder. Primeiro Nobunaga conquistou a província de Owari e, anos depois, conquistou a capital do país, assim ressurge o poder imperial no país. Nabunaga só conseguiu tais conquistas porque usou o armamento fornecido pelos portugueses. Mesmo com tanto poder, o general não esperava por uma traição interna e acabou sendo assassinado antes de unificar todo o país. Seus passos foram seguidos por seu mais fiel general, Toyotomi Hideyoshi, que depois de adotar diversas medidas drásticas para evitar um possível golpe (tais como, confisco de armas, destruição de castelos, levantamento de propriedades etc.) finalmente conseguiu unificar o Japão em um único governo. O Japão começa a evoluir novamente e até tenta conquistar a Coréia duas vezes, mas falha em ambas. Esse período chega ao fim com a morte de Hideyoshi. Destaques: grande evolução econômica e social do país, unificação do país.
1603 d.C a 1868 d.C
Período Edo

Com a morte de Hideyoshi, Tokugawa Ieyasu assume o poder e logo de cara surpreende a todos traindo Hideyori, o sucessor de direito do Hideyoshi. Conquista o controle total do país quando na batalha de Sekigahara venceu alguns grupos rivais e seguidores de Hideyori. Torna-se, então, o novo Xogum a mando do Imperador, e estabelece-se na cidade de Edo (atual Tóquio). Chegamos a uma era conhecida como "Era de Tokugawa", em que a sociedade é dividida em quatro classes distintas (samurais, camponeses, artesãos e comerciantes), os feudos foram distribuídos a pessoas de confiança do Xogum, centralizando, assim, o poder na capital. Em 1633, a entrada de navios portugueses e a saída de japoneses do país foram proibidas, o cristianismo é proibido também e o Japão tem um elevado aumento comercial. O Japão estava praticamente fechado para o mundo exterior. Em 1760, finalmente as portas para outras culturas são reabertas. Quase no final do século XVIII, o Xogunato começa a enfrentar problemas e diversas rebeliões internas passam a ocorrer, exigindo uma reforma política. Acontece a revolução industrial no Ocidente e o Japão vê-se obrigado a mudar sua política para não ficar atrasado. São então firmados diversos acordos com países ocidentais. Destaques: perseguição a milhares de cristãos.
1868 d.C a 1911 d.C
Período Meiji

Com a mudança do Imperador Meiji para Tóquio, e graças também à restauração de Meiji, o Japão se encontra novamente em uma nova fase, onde assina diversos tratados com países do Ocidente. Tais mudanças, entre outras coisas, trouxeram a liberdade religiosa e a igualdade social. Graças ao imperador e a seus tratados, o Japão passou por uma grande industrialização e a chegada de grandes estudiosos ocidentais ajudaram no avanço do país. Os feudos foram extintos e, assim, surgiram as prefeituras e uma verdadeira invasão ocidental ocorreu, durante cerca de duas décadas, ocorrendo também uma sentimento de elevado nacionalismo. Em 1880, devido ao investimento na industrialização do país, o Japão entra numa crise que só foi extinta com a criação do Banco do Japão. Essa época trouxe grandes avanços políticos, como a criação da primeira Constituição Nesse período, o Japão passou por duas guerras territoriais e em ambas se foi vencedor (uma contra a China, em 1895, e outra contra a Rússia, em 1905). Em 1910, o Japão ocupa o território coreano. Em 1912, morre o imperador Meiji e esse período chega ao seu fim com um saldo bem positivo.
1912 d.C a 1925 d.C
Período Taisho

o período inicia-se quando Taisho, filho do Imperador Meiji, assume o poder. Aos poucos, o governo democrático ganhou grande força. Devido aos tratados feitos, o Japão acaba entrando na Primeira Guerra Mundial junto aos Aliados. Sua participação ficou bem restrita a pequenos ataques na Ásia. Ao termino da guerra, a situação econômica do país piorou bastante e se agravou ainda mais quando em 1923 um terremoto praticamente destruiu Tóquio. Destaques: as mulheres começam a participar mais da vida social do país, é estabelecida a democracia.

1926 d.C a 1988 d.C
Período Showa
Com a grande crise econômica que o mundo todo enfrentava, incluindo o Japão, os militares defendem que somente a conquista de novas áreas territoriais solucionaria o problema. E mesmo contra a vontade do imperador, os militares tomam quase que por completo o poder. O Japão começa uma pequena guerra por novos territórios e em 1933 retira-se da Liga das Nações. Em 1937 se inicia a Segunda Guerra Mundial, mas em pequena escala, porém no dia 7 de dezembro de 1941 o Japão ataca Pearl Harbor, base americana no Havaí. Depois desse ataque, o Japão nunca mais seria o mesmo, pois em 1945 os Estados Unidos lançaram bombas atômicas sobre as províncias de Hiroshima e Nagasaki, dando fim à guerra. O imperador se rende e o saldo final foram as mortes de quase 2 milhões de japoneses, metade do país destruído e uma economia arrasada. Com o término da guerra, por alguns anos o Japão manteve-se ocupado pelas forças vitoriosas e em 1947 foi criada uma nova Constituição que proibia a resolução de problemas internacionais com guerra. O imperador perdeu o poder e a nova forma de governo passou a ser a monarquia constitucional, sob o controle de um parlamento. As relações exteriores só voltam a ser realizadas em 1951. Logo, com a ajuda dos Estados Unidos, o Japão se tornaria uma das principais potências econômicas do mundo. Em 1973, o Japão entra numa crise de petróleo que só é superada com os investimentos nas indústrias de alta tecnologia. Em 1989 o imperador Hirohito falece, marcando o fim desse período.
1989 d.C aos dias atuais
Período Heisei

Com a morte de seu pai, Akihito assume o poder e inicia uma nova era, marcada por grandes avanços e tranqüilidade. Em 1993, o príncipe se casa com a plebéia Masako Owada.

sábado, 23 de abril de 2011

babados rodrigo e talula participantes de um realiti famoso

Rodrigo e Talula, que se conheceram durante o "Big Brother Brasil 11", já pensam em juntar as escovas de dentes. O casal revelou a vontade de casar durante o cruzeiro "É o Amor", de Zezé Di Camargo & Luciano. "Já estamos procurando apartamento no Rio para a gente se mudar", disse Talula, que ficou em cabine separada de seu namorado. É que a ex-sister levou o filho, Gabriel, de 9 anos, e a mãe, Vilma, como acompanhantes.

Gabriel, aliás, está feliz da vida com a possibilidade de mudar de cidade. "Quando a gente vier para o Rio, vou viver na praia e virar surfista profissional", diz o menino. Talula logo o repreende: "E os estudos?", pergunta a modelo, que mora em São Paulo.

Essa não deve ser a única mudança na vida de Talula. Logo que saiu do confinamento, ela disse que não posaria nua por dinheiro nenhum. Agora, sua opinião mudou. "Estou negociando com a 'Playboy'. Por enquanto, estamos só conversando", adianta a modelo, que, se fechar contrato, vai estrelar a capa de abril da revista.

Rodrigo, que já posou na "G Magazine", dá o maior apoio para que a namorada aceite o convite da publicação. "Por ele, eu já tinha feito o ensaio. Mas penso um pouco no Gabriel. Além disso, sou envergonhada. Nunca fiz um ensaio nu", conta Talu

gente a gora e sobre buling

Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

"É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.
Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.
não faça nem promova bullyng

gente leia sem discriminar quem vier na sua cabeça

Porque é que os gays são gays? O debate sobre a origem da orientação sexual é hoje um dos mais quentes da ciência. Historicamente as explicações desta origem dividiam-se entre os que defendiam que uma pessoa nasce gay e os que sustentavam que nos tornamos gays, bi ou heterosexuais dependendo do ambiente em que vivemos. Nos últimos anos, várias investigações começaram a apontar novos e surpreendentes caminhos, sendo que as maiores novidades provêm dos estudos biológicos. Estes estudos indicam que a formação da sexualidade acontece mesmo antes do nascimento , nomeamente por determinação genética e/ou devido a factores que actuam no desenvolvimento do feto. Apesar destas possiveis explicações, nada está comprovado e ainda há muito por desvendar, principalmente no que respeita à influência do ambiente onde o individuo se encontra inserido. No século XIX, a homosexualidade era considerada um transtorno mental, daí a designação na altura de homosexualismo, visto que o sufixo “ismo” significa doença. Esta ideia de doença reinou na maior parte do seculo XX, mas ao perceber-se o total fracasso das terapias de “cura”, em 1973, a Associação Psiquiátrica Americana retirou da sua lista de disturbios mentais a atracção sexual por pessoas do mesmo sexo. Em 1991, um neurocientista anglo-americano Simon LeVay, anunciou ter encontrado diferenças em cérebros nomeadamente a nível hipotalâmico, de homens gays e homens heterosexuais. Apesar de não ter chegado a respostas conclusivas na altura , os estudos realizados por este investigador abriram caminho para outros estudos que reforçam a ideia de que a homosexualiadade pode ter origem pré natal. Um desses estudos foi em 1993, realizado por Dean Hamer, do Instituto Nacional do Cancro, nos EUA, que percebeu que dentro de famílias havia muitos mais gays do lado materno. Esta descoberta atriu a atenção para cromossoma X (as mulheres têm dois cromossomas X, enquanto que os homens têm um X e um Y). Hamer viu que uma região do cromossoma X , Xq28, era idêntica em muitos irmãos gays. O que este autor descobriu não foi propriamente um único gene gay, mas uma tira de ADN transmitida por inteiro. Apesar de muito contestadas estas conclusões, a conexão entre genes e orientação sexual,sugere que as pessoas não escolhem ser homosexuais, mas nascem assim por determinação genética. Apesar destas conclusões retiradas a partir deste estudo e de outros semelhantes efectuados na altura, o caso de gemeos com orientação sexual diferente mostra que sozinha, a genética, não explica a orientação sexual. Existe todo um outro conjunto de elementos determinantes. Como exemplo temos o próprio desenvolvimento biológico do feto ainda no útero. É precisamente nesta área que têm surgido as investigações mais promissoras. É o caso da teoria das hormonas pre natais. Esta teoria supõe que a homosexualidade nos homens é causada pelas proteínas receptoras de andrógenos, que seriam em menor quatidade nestes indivíduos e que por esse motivo restringeriam a entrada de andrógenos nas regiões responsáveis pela sexualidade, formando desta forma um cérebro submasculinizado. Para além destes factores biológicos (como genes e hormonas) que são certamente responsáveis por mais de 50% da orientaço sexual , há que admitir a existência de outros factores como psicológicos e ambientais , ainda que dificeis de determinar. Por exemplo, não há provas de que o abuso sexual na infância cause homosexualidade ou que pais ausentes e mães superprotectores possam levar o filho a ser gay. Isto significa que , apesar da ciência estar a caminhar para a noção de que a homosexualidade é inata, a biologia não é completamente determinante. A predisposiçã para a homosexualidade vai se manifestar ou não dependendo das experiências de vida da pessoa. Tudo indica que a orientação sexual é o resultado da interacção de 3 factores: biológicos, psicológicos e sociais , mesmo que estes dois ultimos

sábado, 16 de abril de 2011

oque quer dizer tribo e o que são e quai são

metaleiros

Exemplo de emos idiotas que se acham punks metaleiros.
Era uma vez um nerd. Um rapaz desses que todo mundo ignora na sala de aula, ou por ser baixinho, ou por não ter pelo nas pernas, ou por usar óculos, ou por jogar RPG, ou por ter todas essas "qualidades" juntas. Um dia o nerd se cansa de ser ignorado e ridicularizado, e toma uma atitude drástica que visa ofender diretamente seus inimigos de sala de aula - resolve deixar o cabelo crescer.
A princípio, as pessoas apenas pensam que ele está algum tempo sem tomar banho, ou sem dinheiro pro barbeiro. Mas logo começam a notar sua mudança no estilo de roupas: o nerd passa a usar camisetas pretas com desenhos silkados coloridos e nomes de bandas desconhecidas. Juntando com o cabelo comprido, ele vai lentamente se transformando num ser que teoricamente causa mais medo que um menino feio de óculos. Some-se a isso uma dose pesada de musculação (feita por eles pra agora poder dar porrada nos manos, emos e pagodeiro, e playboy, já os emos suas vitimas favoritas, não por mérito do metaleiro, mas pelo fato do emo ficar tão triste com a tentativa do metaleiro de te bater, que acaba cortando os pulsos.), eles tornam-se criaturas quase que aversivas, a não ser para o resto da trupe. Na verdade, ele continua sendo zoado do mesmo jeito - mas agora possui cabelo e as vezes respeito já que é feio pra caralho.
Primeiro deixa o cabelo crescer, depois de um tempo começa a usar brinquinhos e cordões, alguns começam até a gritar fino, ou seja ele faz atitudes agressivas que considera muito macho.

Zomfg, 3P!X!!!

Metaleiros são também conhecidos como os maiores adoradores de RPG's, depois dos Nerds. Por isso gostam daquelas letras pseudo-Senhor Dos Anais que falam sobre elfos felizes, dragões, poder, guerras, e rituais satânicos, ou elfos felizes sendo esquartejados por dragões do poder em um ritual satânico de guerra. Também existem os Headbangers que ouvem Trash Metal. Esses falam sobre elfos felizes sendo esquartejados por dragões do poder em um ritual satânico de guerra promovido pelo sistema.

O metaleiro e as góticas

Todo metaleiro adoraria pegar alguma das meninas gostosinhas da classe. Mas ele normalmente é um ser feio e repulsivo que mal consegue falar com as meninas. E as mocinhas gostosinhas tão mais interessadas nos rapazes surfistas e skatistas. O metaleiro então passa certo período de sua vida sozinho, até que ele nota o mesmo processo de transformação acontecendo com algumas meninas da classe. Sim, aquelas meninas que eram desprezadas por serem gordas, feias ou cheias de espinha também se revoltam um dia! E resolvem ouvir Nightwish e Lacuna Coil. Passam a vestir enormes decotes e blusas pretas de renda, e param de tomar sol. O metaleiro, que antes não possuía chance alguma com meninas de sua classe, ve surgir essas meninas com quem ele pode conversar sobre bandas que ninguém conhece. Elas falam de Baudellaire e fazem air guitar. E tem menos pudores sexuais que as pattyzinhas. O metaleiro, então, inevitavelmente namora a gótica da classe.

Conflito Musical

Metaleiros lutam entre si para decidir se Iron Maiden é Aço, Alumínio ou Ferro. O que se sabe é que eles tocam um tipo de Metal, mas não sabem clarificar qual exatamente.
Todos maioria dos metaleiros são posers, e não entendem nada sobre Música. Isso sem falar que não respeitam os gostos musicais das outras pessoas decentes (com exceção de emo e afins, esse não merecem, se bem que também não são decentes). No começo, odiavam Massacration(metal geral: alumínio, zinco e cobre) por satirizar o esteriótipo metaleiro: Eu-sou-do-mau, me-visto-de-preto, satã-é-meu-chapa, six-six-six-the-number-of-the-beast, etc. Mas depois que Massacration fez sucesso por ser um metal foda (não confunda ouvir metal com ser Metaleiro), os metaleiros idolatraram os caras e lotavam os shows deles, alguns até dariam a bunda pra eles.

Posers

Como toda tribo urbana idiota, metaleiros tem posers. 90% são posers e 99% não acham que são posers. 99,9% não sabem a origem do metal, só sabem que vem da terra.
Para diferenciar um metaleiro de poser é fácil. Primeiro, para diferenciar os dois, necessário se faz a oboservância de três quesitos, estes sendo: (a) ele/a é gay? se a resposta for sim estamos diante de um metaleiro, se for não diante de um simpatizante; (b) ele/a tem cabelos longos? se a resposta for não estamos diante de uma pessoa digna de direitos humanos, se não estamos diante de um caso de um aborto mal sucedido, e finalmente; (c) ele acredita no demo? se sim estamos diante de um idiota metaleiro, se não estamos diante de um ateu.

Headbanger

  • Headbanger surgiu em meados do século II, quando o primeiro metaleiro teve traumatismo craniano tentando abir uma porta com a cabeça. Não deu certo.

Como ser um Metaleiro

Você que neste momento ainda é um emo, viado e sem cultura pode não curtir Metal pode ser um metaleiro seguindo alguns simples passos, estes são:

Mudando o Visual

Falso metaleiro pela cara desse ai ele gosta de lady gaga
Tire essa roupa colorida, seu poser. Agora você só veste preto, o resto de sua vida. Seguindo os preceitos do Deus Metal, esta será a única cor que vestirás daqui para frente.
Alguns ramos mais xiitas de Headbanggers dizem que nada de shorts. Mas se até Steve Harris, doutrinador-mor e chefe supremo da tr00zisse (fundador do Iron Maiden) usa, por que você não usaria?
Agora, além disso, roupas negras, outra regra básica é o coturno. Você é um soldado do Metal, portanto aja conforme. Outras mudanças no visual dependem muito de seu modo de louvar o Metal. A liturgia permite couro e corrente, e até encoraja, apesar de não ser obrigatório. Enfim, sempre que for vestir alguma roupa, pense: “Deus Metal fará joinha para mim lá de Asgard?”
Camisas estampadas com algum símbolo são muito bem vistas. Escolha uma banda que você goste, de preferência uma bem tr00, que seus amigos também gostem. Capa do CD, seus amigos vão olhar e reconhecer, vão achar tr00, fodasso, e assim você será, mais uma vez, bem aceito.
Tudo bem, você NUNCA será tão tr00 quanto Steve Harris, mesmo com ele de shorts.

Música

O legal de ser metaleiro é que você é um nerd musical. Encontrar músicas, de bandas undergrounds ou não, é um passatempo engraçado.
Mas claro, do estilo, temos os Mestres. Engraçado sempre procurar a árvore genealógica do metal, pois nenhuma banda sequer escapa dessa linha. Toda banda de metal foi influenciada por outra, que foi por outra, assim subindo a escala até Black Sabbath e/ou Led Zeppelin.
Divirta-se procurando mais sobre isso.
Mas claro, jamais deixe de ouvir Iron Maiden. Iron Maiden é uma banda tão absurda que ela não tem uma fanbase, mas sim uma religião que os segue. É a apoteose de tudo que o estilo manda. É o Santo Graal, e seu objetivo sempre será tentar ser tão tr00 quanto eles, por mais que você nunca consiga.
De agora em diante só ouvirá metal, e qualquer outro estilo é lixo, poser e untr00.

Comportamento

Você veste negro, somente de preto, sua alma veste negro. Você é "mau", muito "mau", gosta de ser durão e de tudo que é duro. Por mais que se ache um nerd, não passa de um semi-cabeludo, gordinho que canta fino e descasca uma banana toda vez que ouve uma música, voz ou peido do Ozzy Osbourne.
Mas não exagere nos trejeitos: Você é macho, macho pra caralho, mesmo que seja um headbangger gótico, você é muito macho, por mais que se maquie melhor que sua mãe. De preto, maquiado, e com esse cabelo mal-crescido, você pode ser facilmente confundido com um emo ou um From UK, portanto, mostre sempre que sua praia é metal.
O comportamento sexual do headbangger só desabrocha quando ele conhece a gordinha gótica excluída da classe. Este, por saber que tem um péssimo gosto musical, ser burro e, em 99% dos casos se feio pra caralho, pega uma gorda por que suas mãos já não possuem mais pele.
Já se falou o suficiente de Iron Maiden. Desde de 1980 que não lançam nada que seja considerado música ou subgênero.

Roupas

  • Primeiramente todo metaleiro de verdade se veste com roupas somente PRETA,
  • Todo Metaleiro de verdade tem cabelo comprido e mal cuidado, se você tiver cabelo curto e usa roupa de metaleiro, necessariamente é POSER!!!
  • Todo Metaleiro de verdade NÃO USA BERMUDA! MESMO EM DIAS QUENTES!!!
  • Todo Metaleiro de verdade não usa roupa de outra cor a não ser PRETO!!
  • Todo Metaleiro de verdade só usa roupa rasgada caso tenha acontecido durante suas tr00lices, se você rasga a roupa antes de usar, além de POSER é VIADO!!!
  • Todo Metaleiro tem a mente fechada, ou seja, nunca, eu disse NUNCA, está disposto a acatar opinião e ideias contrárias a sua, no que diz respeito as roupas!!!
  • Nenhum Metaleiro de verdade usa roupas com detalhes em rosa ou variações, se você usa além de POSER, É EMO!!!

Equipamentos

A parafernália metaleira é bem simples: Se lote de correntes, seu porta-cd de originais (as capinhas ficam em casa, guardadas para não se quebrarem, dica), seu MP3 (lotado de metal, claro) e se arranjar um toca-cds, maravilha, você ouvirá da mídia original.
Outra coisa que está sempre com os metaleiros é seu livro de RPG, algumas fichas, estojo e dados. Não é uma regra, mas esperar dias na frente do show do Blind Guardian pode ser realmente chato sem ter o que fazer.

Situe-se

Metaleiros não são um grupo. Não são uma moda passageira. Você faz parte de uma linhagem épica, iniciada na Inglaterra dos anos ‘60. Você, respeite seus mestres, que vieram antes de você.
Você também um dia terá discípulos na arte de ser um bom metaleiro, portanto, não suje a cena. Seja tr00, pense sempre se o que você faz, Joe DeMaio faria. Mantenha isso em mente.

Com esse tutorial, você se tornará um metaleiro básico.
As possibilidades são inúmeras, você poderá evoluir para qualquer um dos tipos de banggers. Gótico, Black, Death, Splatter, True, Industrial… tanto faz.
Tenha em mente que todo metaleiro é irmão, uma legião, todos somos apenas um, e louvamos a mesma coisa, por mais que briguemos no IRC chamando a banda um do outro de poser.

O Futuro de um Metaleiro

Todo metaleiro segue as vestimentas que o Deus Metal determina em média até por volta dos 25 anos. Há também uma grande proporção de metaleiros que segue o Deus Metal até os 30 anos (idade na qual marca o fim da juventude e todos começam de fato a ficar velhos). Quem segue as vestimentas do Deus Metal após os 30 anos (certamente uma minoria) pode ter certeza que esses seguidores ainda vivem ganhando trocados ao tocar em banda de metal, ou são tatuadores, ou possuem estúdio de gravadora, ou são comerciantes de lojas de instrumentos musicais na Rua Teodoro Sampaio ou simplesmente são comerciantes de CDs na Galeria do Rock.

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emos oqueção

EMOS: um novo estilo. Tudo sobre roupa, linguagem, maneira de estar.

21 08 2007
Foram-se os dias das patricinhas, dos góticos e neo-hippies. A nova tribo que está tomando conta das ruas das grandes cidades brasileiras são os emos. O nome vem de emotional hardcore, vertente do punk que mescla som pesado com letras românticas. Mas o que distingue os emos não é só a música, e sim as atitudes. Eles têm entre 11 e 18 anos e, nas roupas, são capazes de misturar as botas do punk, o colar de Wilma, a mulher de Fred Flintstone, e uma camiseta com a gatinha Hello Kitty. Não escondem os sentimentos, expressam abertamente suas emoções, preconizam e praticam a tolerância sexual. ‘Os emos têm um estilo de vida compatível com minha sexualidade. São menos preconceituosos’, diz o paulistano Rafael Adami, de 15 anos, que afirma já ter namorado meninos e meninas. ‘Gosto de meninas, mas isso não me impede de achar o estilo de outro cara legal’, diz o gaúcho Douglas Palhares, de 17 anos. ‘Nossa sociedade é discriminadora.’
O gênero emocore nasceu em Washington, na década de 80, para designar bandas que tocavam letras introspectivas, com batida pesada. Hoje, as principais são Good Charlotte, The Used e My Chemical Romance. ‘É uma vertente do hardcore, por sua vez fruto do punk. Mas os punks têm letras políticas, enquanto as composições emos falam do que os adolescentes sentem’, diz Marco Badin, dono da casa noturna Hangar 110. Essa é a chave do sucesso do emocore. Emos são expansivos. Gostam de trocar elogios, abraços e beijos em público. Ainda que não tenham um relacionamento, amigas emos se chamam de ‘maridas’. ‘As pessoas precisam cada vez mais dizer e ouvir um ‘eu te amo’. De nada vale ser o fortão’, diz o jovem emo Rafael.
Esse tipo de comportamento tem alarmado muitos pais. ‘Estranhei quando ele começou a pintar os olhos e as unhas’, diz Dalva Bonfim, mãe de Rafael, que afirma ser bissexual. ‘Fiquei deprimida quando ele me contou. Mas, mesmo sem aceitar, respeito a opção dele.’ Também há um enorme preconceito contra a tribo. Não é incomum que os emos sejam insultados ou até agredidos por outros jovens. Na Galeria do Rock, em São Paulo, onde se reúnem às sextas-feiras, são freqüentes arrastões em que a garotada, perplexa, é expulsa do local a tapas por punks mais velhos – supostamente, a inspiração dos emos. ä Os próprios donos das lojas desconfiam da presença infanto-juvenil, dizem que os emos espantam fregueses. Na escola, a discriminação também é forte. Um adolescente emo de um tradicional colégio paulista foi alvo de agressão dentro da escola depois de publicar no Orkut uma foto em que beijava um colega. Teve de sair da escola e hoje está em intercâmbio na Europa. ‘Na rua, tem gente que me chama de sapatão’, diz a emo Laura Battaglia, de 14 anos. Os comentários mais maldosos ficam para os meninos. ‘Já disseram que eu era gay e me chamaram de emocinha’, diz Bruno Tonel, de 17 anos, de São Paulo.Ele diz namorar uma garota emo e afirma não se importar em ter amigos sexualmente flexíveis.
Para Regina de Assis, doutora em Educação pela Universidade Columbia, a tolerância é o traço de comportamento que distingue os emos de outros jovens. ‘A atitude dos emos irrita outros jovens porque eles não temem os sentimentos, enquanto a maioria dos adolescentes busca afeto optando pela agressividade’, diz. Há várias comunidades no Orkut dedicadas a atacar os emos. Os nomes de algumas beiram o bizarro, como ‘Hitler também era emo’. Alguns fãs de música emocore afirmam que existem muitos ‘paraguaios’ – gíria usada pela turma para caracterizar aqueles que se fazem passar por emos sem entender nada da cultura. Muitos nem gostam da música, mas adotam as mesmas roupas e acessórios.
Confira algumas das características da tribo:
Gostar de música emocore. O estilo mescla a batida hardcore com letras românticas e poesias adolescentes
Viver na internet e no Orkut. Todas as bandas emo brasileiras colocam suas composições em sites
Ser emotivo. Os emos choram ouvindo músicas que falam de amores
perdidos e rejeição dos pais
Dar demonstrações explícitas de carinho. Meninos e meninas se beijam, se abraçam em público, seja com pessoas do sexo oposto, seja com as do mesmo sexo
Aceitar a opção sexual do outro sem preconceitos
Criticar pessoas violentas. Bater é altamente reprovável entre os emos
Escrever diários, poesias e músicas. Isso vale para meninas e meninos
Usar roupas que mesclam a rebeldia punk com os ícones infantis. Meninas e meninos usam rosa
Usar cabelos lisos com enormes franjas no rosto. Usadas somente de um lado, denotam certa ambigüidade sexual
Não curtir drogas
Lutar por um mundo sem violência, em que um dia todos se abracem sem parar.
Saiba quais são as roupas e os acessórios desses adolescentes
É facílimo identificar um emo, mesmo que você nunca tenha ouvido falar neles. A marca registrada está no cabelo, com franja usada em cima dos olhos, somente de um lado do rosto. O visual é a própria contradição da adolescência. “Ao mesmo tempo que demonstram rebeldia, que aparece no preto, têm também uma vontade de se manter na infância, daí os ícones infantis”, afirma a jornalista de moda Lilian Pacce.
ANOS 80 O tênis nacional Mad Rats faz sucesso nos pés dos emos.

REBITE Os cintos são usados por meninos e meninas.

WILMA FLINTSTONE Colares e pulseiras são inspirados na personagem.

BUTTONS Os emos adoram usar broches em bonés e mochilas.

INFANTIL A camiseta mescla rebeldia com um desenho fofinho.
Como outras tribos adolescentes, os emos têm linguagem própria:
Diminutivos – Trocam amor por amorzinho, lindo por lindinho, cão por
cãozinho, e por aí vai
Internetês – Conversam trocando letras e assassinando a gramática.
“Sabia que eu te amo?” se transforma em “Xabia q eu ti amu?”
Paraguaios – Ou emos “posers”, que não gostam da música, mas se vestem com as mesmas roupas da tribo
“Oi, lindo!”, “Oi, linda!” e “Que meeeigo!” ou “Que fooófis!!!”, “Ela é minha marida” são os termos mais usados pelos emos

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